melasma

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Entenda tudo sobre melasma

A pele é o maior órgão do corpo humano, é a fronteira entre o interior do organismo e o mundo externo. Muitos problemas de pele são benignos, não causam nenhuma complicação preocupante, no entanto, é sempre importante cuidar da pele. A maioria das doenças na pele causa desconforto esteticamente, podendo, então, prejudicar a pessoa no sentido emocional e psicológico.

É preciso observar as reações que surgem na nossa pele e buscar informações quando algo novo aparece. Desta forma, recomenda-se procurar um dermatologista sempre que surgirem dúvidas a respeito da saúde da sua pele.

Não basta recorrer à maquiagem quando o assunto é mancha na pele, que podem significar melasma, é importante entender o que são estas manchas, porque elas aparecem e, ainda, como podem ser tratadas. Tudo isso será explicado ao longo deste texto.

O que é Melasma?

Melasma é o nome que se dá à condição dermatológica de hipermelanose adquirida, ou seja, excesso de melanina, em que surgem manchas marrom-escuras na pele. Esta condição acomete mais às mulheres, mas não se descarta a ocorrência nos homens, atinge mais às pessoas que têm a pele escura, ou seja, que possuem maior nível de melanina.

Há três tipos de Melasma:

-Melasma tipo epidérmico: trata-se de manchas superficiais, uma vez que a epiderme é a primeira camada da pele, a que está em contato com o meio exterior;

-Melasma tipo dérmico: a derme, por sua vez, é uma camada mais profunda, este tipo de melasma é caracterizado pela concentração de melanina nos vasos mais profundos;

-Melasma tipo misto: esse, por fim, se caracteriza pela concentração de melanina em ambas as camadas.

Quais são as causas do Melasma?

Vale explicar, primeiramente, a dinâmica que ocorre na aparição do melasma. O que ocorre é que as células que produzem a melanina – melanócitos – que dão cor à pele, começam a produzir melanina em excesso devido a uma causa determinada e assim, surge o escurecimento em algumas regiões especificas.

Não existe uma causa necessária para o aparecimento de melasma, isto é, sabem-se os fatores que contribuem no aparecimento, mas a ciência não conhece a causa que pode ser considerada necessária comum em todos os casos para a ocorrência da alta concentração de melanina.

Os fatores que contribuem no aparecimento da mancha envolvem a exposição solar, taxa hormonal, fator hereditário, a gravidez e outras comorbidades.

A exposição ao sol pode contribuir, pois a luz ultravioleta presente nos raios solares estimula a produção de pigmentos de melanina. Por isso, o paciente que já tenha feito o tratamento, deve evitar a exposição ao sol para que as manchas não voltem a aparecer.

As taxas hormonais quando estão elevadas também contribuem na produção exacerbada de melanina, por isso o melasmapode estar relacionado com problemas emocionais. O uso de anticoncepcionais e a gravidez também podem contribuir devido ao aumento da taxa de estrogênio, que é um hormônio capaz de interferir na produção de melanina.

O fator hereditário também contribui no que tange à predisposição, isto é, os melanócitos podem ter a predisposição genética de produzir de forma exacerbada.

As comorbidades se referem a outras doenças que podem desencadear o aparecimento do melasma, como o hipo e o hipertireoidismo.

Sintomas

O principal sintoma é o próprio aparecimento das manchas escuras, com um tom amarronzado e com o formato irregular, geralmente as manchas são simétricas, ou seja, aparecem em ambos os lados. O pigmento amarronzado e escurecido da mancha é devido à concentração de melanina.

É mais comum o aparecimento no rosto, as regiões mais comuns são as maçãs do rosto, a região acima do lábio (buço), o nariz, queixo e testa. Há casos em que as manchas aparecem nos braços, nas costas, nos ombros e no colo.

As manchas que aparecem no buço são as mais negligenciadas, por ser uma região que frequentemente recebe ceras e cremes depilatórios.

Recomenda-se procurar o dermatologista logo quando surgirem as primeiras manchas, pois muitos pacientes não conhecem esta condição e acabam relacionando os sintomas com o uso de algum creme, óleo ou cera depilatória.

Tratamento

Os tratamentos se baseiam no clareamento das manchas através de procedimentos clínicos ou na administração medicamentosa via oral ou tópica, isto é, comprimidos ou pomadas e cremes.

Há diversos métodos de tratamento do melasma, mas para adotar qualquer um deles é preciso, inicialmente, se proteger contra os raios ultravioletas, usando protetor solar, de preferência aquele que o dermatologista indicar.

Os raios ultravioletas A, chamados de UVA e ultravioletas B, chamados de UVB devem ser evitados, por isso, o filtro solar indicado deve ser capaz de bloquear os raios UVA e UVB, que são estimuladores dos melanócitos.

É interessante deixar claro que o uso do protetor solar é um cuidado que se deve ter além do tratamento, é preciso evitar a luz solar nos horários de pico e reaplicar o protetor solar de três em três horas, pois a pele absorve o produto e é comum que a pessoa encoste o rosto ou passe as mãos durante o dia, o que acaba retirando o produto.

Além disso, é interessante realizar os procedimentos mais invasivos no inverno, quando os raios solares já não são muito fortes e mais fáceis de evitar.

Cremes clareadores para tratamento de melasma

Estes cremes auxiliam no clareamento, mas nem todos prometem a remoção total das manchas. Estão disponíveis no mercado diferentes marcas e fórmulas de cremes para clarear as manchasescuras, mas os mais comuns são os que contêm em sua fórmula duas substâncias principais: hidroquinona, ácido retinoico, ácido azeláico e ácido glicólico. Os resultados começam a aparecer a partir de, aproximadamente, o segundo mês de tratamento.

A hidroquinona é um antioxidante, considerada uma substância essencial para tratamentos de despigmentação da pele, pois ela age diretamente na produção de melanina, ou seja, age bloqueando a ação dos melanócitos e ajuda a degradar os melanossomos que são elementos que armazenam a melanina após a produção feita pelos melanócitos, dessa forma, a hidroquinona não só bloqueia a produção como também elimina a melanina já armazenada.

O ácido retinoico é um antinflamatório, também considerada outra substância fundamental no tratamento de melasma e outras doenças e condições dermatológicas, como rugas, poros, acne. No entanto, o ácido retinoico pode causar irritação na pele, pode causar vermelhidão, pode contribuir com o ressecamento e descamação na superfície. Por isso, deve-se ter cuidado com a administração desta substância, pois a irritação e descamação podem tornar a área atingida pelo sol mais vulnerável.

O ácido azeláico, por sua vez, é indicado no tratamento de melasma em casos que as manchas aparecem devido à gravidez, pois age de forma mais segura e inibindo a produção de melanina, além disso tem efeito antibacteriano.

O acido glicólico, por fim, é o mais natural das substâncias supracitadas, pois é extraído da cana-de-açúcar, é incolor e inodoro, suas moléculas são menores, podendo adentrar com mais facilidade nas camadas da pele. Sua ação é de apenas esfoliação e alisamento da pele, não atuando na concentração de melanina.

Procedimentos clínicos

Para quem prefere um resultado mais rápido, existe a opção de tratar o melasma na própria clínica, utilizando técnicas dermatológicas, como o peeling ou laser. Antes de começar o tratamento, deve-se realizar uma consulta com o dermatologista, que irá recomendar ou não um procedimento, nesta consulta é importante que haja orientação desde o pré ao pós-tratamento, os efeitos esperados e os cuidados necessários. Ao longo do tratamento, é importante que todas as dúvidas sejam supridas.

O peeling consiste em um tratamento de pele em que é feita uma descamação a partir de produtos químicos, éindicado para diversas condições dermatológicas, inclusive o melasma. Oferece um resultado mais rápido e mais profundo e se baseia no clareamento gradual. Há o peeling mais superficial e o mais profundo, que deverá ser escolhido pelo profissional de acordo com o tipo de melasma e mantendo a segurança e saúde da pele.

O laser, por sua vez, envolve tecnologias das quais o profissional deve ter domínio. Existem três tipos de laser: a luz pulsada (LIP) que é considerada um tipo de laser e pode ser utilizada no tratamento do melasma, mas de forma cautelosa, pois pode ocorrer um efeito indesejável que é piorar as manchas.

Já o tratamento com laser de CO2 fracionado é muito utilizado na remoção de manchas e cicatrizes. Mas como todo procedimento mais delicado, deve-se tomar cuidado e o profissional deve ter domínio do tratamento, pois feito de forma errada pode causar complicações.

O mais indicado dos tipos de laser é o Spectra, Elektra, Vektra QS, pois este tipo não aquece a pele, evitando efeitos adversos, já que o melasma é fotossensível. São realizadas diversas sessões, cuja quantidade e intervalo são determinados pelo dermatologista.

Por fim…

O melasma não é uma condição com a qual se preocupar no que tange grandes complicações, o ideal é que o paciente consulte sempre o dermatologista para diagnosticar e indicar o melhor tratamento para o caso. É recomendado o uso de protetor solar como prevenção, independentemente de presença de melasma ou outros problemas na pele.

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